terça-feira, maio 17, 2011

This is Life.

P.S.: Não iria postar este texto, porque não gostei dele. Mas a @kauaniangeli disse que eu deveria.




PREPARE-SE!
A vida vem aí...


Você nasce. Simples. Fácil. E então a sua mãe está ali para tudo o que você precisar. Definitivamente, você não precisa de muitas coisas. Uma fralda, um banhinho em água morna... e a sua vida está resolvida: Cheirinho de bebê.
Os meses passam e você cresce. Dorzinha na barriga. Algumas visitas ao pediatra: sua mãe está ali. O primeiro dente... O primeiro som estranho que sai da sua boca; e a sua cara de surpresa quando o seu tio bobão tenta “roubar o seu nariz”. Logo você não precisa mais chorar; não por tudo, – e aprende a pedir. Pedir colo. Pedir mamadeira. Pedir os óculos da mulher nariguda e estranha que faz careta tentando te fazer sorrir, porque você é um bebê fofo. Pedir da mãe. Sempre a mãe.
Você aprende a engatinhar. É quase um cachorro, só que com a diferença de: ser mais gordinho, mais fofo, mais frágil e sem pêlos. Aos poucos, você vai perdendo o medo, tomando confiança: O primeiro passo. Os primeiros passos para alcançar o papai que está com cara de bobo; está todo orgulhoso do filho pequeno que vai dar cinco passos intermináveis até ele. E então ele lhe abraça forte e diz: “Já dá pra correr, hein filhão!?”.
Não demorou muito e você descobriu os desenhos animados. O mundo da fantasia. Os bonecos coloridos, os ursinhos [carinhosos, né?], o Sítio do Picapau Amarelo, Os Cavaleiros do Zodíaco, Power Rangers, Capitão Planeta, Dragon Ball Z... Você quer viver as aventuras de cada personagem que lhe encanta. Cria as histórias perfeitas dentro da sua imaginação, e ali você pode tudo... Incrível! Em nossa mente o mundo é nosso. – Quem nunca brincou de polícia e ladrão e foi o Batman, Homem-Aranha, e então James Bond 007?
Mais tarde, você começou a entender as piadinhas e a gostar de assistir The Simpsons. (Descobriu também o vídeogame: Nintendo, Playstation One, e por aí...). Apaixonou-se por Bart Simpson, depois Nelson Muntz fez seu estilo de vida; e por último, quem ganhou seu coração foi Homer Simpson. Ok! Hora do quase Junkie Lifestyle. As novas descobertas. Hora de “quebrar os tabus” sobre o que a mamãe e o papai lhe ensinaram sobre drogas, bebidas, sexo e conversar com estranhos. Hora de vestir a jaqueta de couro e se tornar o mais descolado da turma. Hora de pintar as unhas de vermelho e se tornar a mulherzinha. – Sempre com muito medo. Sempre lembrando [lá no fundo] daquilo que mamãe e papai lhe diziam. Até que um dia você esquece e começa a viver a sua própria vida. Mal’s lençóis! Tempos difíceis...
Era mais fácil quando existia alguém que dizia o que você deveria fazer ou não; que apesar de todos os erros e defeitos, eram as pessoas em quem você mais confiava e amava. Seus pais. Era mais fácil quando eles amarravam os cadarços do seu tênis, não era?
Mas foi uma escolha sua, quando tinha seus quinze anos, brigar com seus pais; porque seus amigos eram mais legais e você queria ir naquela festa. Porque agora você já era “grande” o suficiente para saber o certo e o errado; e estava preparado para a vida.
Daí você completou dezoito, saiu de casa, viu que as coisas não eram bem assim... Queria trilhar um caminho sozinho, mas dependia financeiramente de seus pais...


Faculdade... Oba! Droga. – Morar sozinho tem lá seus merecimentos para a melhor época da sua vida. Mas você sente falta do colinho da mãe, dos conselhos do pai... Sabe aquela sobremesa de domingo? Pois é. Agora só nas férias... Então, que tal a sorveteria da esquina ou o congelado da geladeira? Acho que só tem macarrão instantâneo... Não é a mesma coisa...
As dificuldades são maiores quando você está sozinho. Trilhar um caminho que você não tem certeza de como termina, é amedrontador. Tomar decisões nunca foi tão difícil para você. E são nessas escolhas que você parece ter a sua vida inteira em suas mãos.
Tem dias que você só quer ficar em baixo das cobertas, chorando ou escutando música. Tem dias que só muito chocolate, ou cerveja, pode curar esta sua ansiedade. Tem dias que você não quer estudar, alias você não quer fazer nada; mas amanhã tem uma prova terrível de cálculo... Tem dias que você sente falta de um namorado (a). Tem dias que o passado lhe assombra. Tem dias que você sente saudades. Tem dias que não há paciência, você está exausto e se acha no direito de explodir. Tem dias que você não agüenta a bagunça do seu colega de quarto. Tem dias que você não agüenta a irresponsabilidade do seu colega de faculdade. Tem dias que você não agüenta a sua própria bagunça e irresponsabilidade. Hora de desistir. Dar o braço a torcer, ligar para os pais e implorar: “Eu quero ir embora!”.
Daí aquela noite terrível passa, o amanhã chega junto com a luz do sol que reflete na janela; você está mais calmo e sente-se um fraco e incapacitado pelo drama da noite anterior. Tem vergonha ou até sorri. Ou então, você está mesmo destinado a desistir. Ou; a dor continua, mas você sabe que deve continuar. Hora de recomeçar.
Incríveis são os [re]começos dessa vida! Recordo-me da primeira bicicleta... O primeiro tombo... Hora de tentar novamente. Essa é a hora de secar as lágrimas que vieram com a dor do tombo, subir na bicicleta, pedalar, buscar o equilíbrio; até conseguir: o vento nos cabelos. Acho que posso voar.
Recorda o primeiro amor? Como foi difícil quando ele terminou com tudo, não é mesmo? Daí você seguiu sozinho e triste. Encontrou amigos que preencheram seu coração. Você viveu novas histórias... Amores de uma noite... Teve saudade... Olha! Encontrou um novo amor.
Justo você que achava que não iria conseguir; que se trancou no quarto para se esconder do mundo, que perdeu a fome, que perdeu horários, que viveu uma depressão horrível... Olha você! [Vivinho!]. Forte, cheio de saúde, conseguiu até sorrir quando eu escrevi sobre as jaquetas de couro...
Queria ver você sem um braço, paraplégico, cego. Queria ver você sofrendo com um câncer, uma doença sexualmente transmissível, o abandono dos pais, o padrasto que quer fazer sexo com você... Ótimo! Agora eu toquei na alma, né? Você viu o quanto você se faz de coitado, porque se colocou no lugar de cada uma das “opções”. Porque carregando algum desses fardos, você não passaria nem a metade das coisas que eu escrevi até aqui. Porque você não sobreviveria.
E quando você acha que essas pessoas são mais infelizes que você; Engana-se! Porque elas não querem ser como você. Elas querem ser apenas elas. (...) Entendeu agora o que você quer ser quando pensa em desistir? Você quer ser elas. Quer ter um motivo para ser triste.

Quer um conselho? Continue. Quer um desafio? Arrisque. Quer um mandamento? Não desista. Tá tudo errado? Recomeça!

Perdoe. Ame. Sorria. Abrace. Acredite!!! Aceite. Tenha força e fé. Ajude. Escreva. Encare. Renove-se. Ajuste-se. Permita-se... Entregue-se!

Porque uma hora os papéis se invertem. Hora de se tornar papai, ou mamãe. Sua vez de comprar e trocar as fraldas. Sua vez de escolher o canal que seu filho irá assistir. O leite está muito quente? Já é a hora de tirar a fralda e ensiná-lo a usar o banheiro?
A hora de dizer não. “Este menino tem que estudar, ele é muito novo para sair de casa; senão... se não ele viverá o que eu vivi.”. Hora de proteger. Tenho que ensinar tudo certo.
“Com quinze anos eu também achava que sabia o que era a vida...”. Acho que fiz tudo errado. Não era este o destino que eu queria para o meu filho.
Hora de envelhecer...

A vida é cheia de escolhas. Nenhuma decisão será fácil. – Chegará a hora em que as coisas não serão mais como você quer, e sim como elas devem ser. Aos poucos, vamos perdendo os nossos medos; Mas o próximo passo, será sempre um degrau falso. (...) O complicado é que a gente acha que nunca vai acontecer conosco. Você se acha preparado para tudo, mas não é. Quando é com os outros parece mais fácil, mais simples. Não é? – Aprenda a viver. Encare. Persista. Tenha paciência. Admita-se humano para errar. Reconheça como você é pequeno para pedir perdão. Suspire. Vai começar tudo de novo, outra vez. A vantagem, é que, a cada obstáculo nos tornamos mais fortes.

Vai dar tudo certo...


* * *

Clique nas imagens para ampliar.

4 comentários:

  1. ah gostei :D além de retratar nossa geração!

    Escrevi um poema, um pouco melancólico com o mesmo tema.
    http://shaybyaslam.blogspot.com/2011/05/finalmente.html

    abrç

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  2. Bom dia ^^

    Não importa o que os outros falem, eles serão sempre os outros.
    Só nós sabemos o que nos faz feliz.

    Doce Beijo.

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