segunda-feira, julho 11, 2011

Que fosse amor.

Escrito em
21 de Janeiro de 2011.



Não sei ao certo o que me leva à esta indecisão. Eu devo estar naquela etapa do caminho em que depois de cair em muitos buracos, sofro algum certo medo de continuar andando. Só não consigo me sentir parada. – Então, às vezes, penso que isto é fruto do meu esquecimento. É nessas horas que não lhe quero mais.

Lhe amo. Tenho certeza disso todas as vezes que olho em teus olhos.  – Não sei o que acontece... Acredito neste amor. Mas me é dilacerante ter estas paranóias dentro de mim. Sinto-me para baixo. Eu não lhe amo mais com a felicidade de meu corpo, eu lhe amo com a tristeza. A dor, a raiva, o ódio e a mágoa, agora lhe querem. E eu não consigo mentir. Estar ao teu lado faz meu coração viver. Mas já não é a vida que ele sentia antes... O medo prende-o. Não o deixa bater desesperadamente, quase perdendo o ar, – como um dia já ousou bater.
Agora são apenas batidas. Como as batidas do relógio: leves e em sincronia. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. Tic Tac. – “Menina, eu lhe amo”. Tac. Tac. Ta-tac. Ta-ta-tac. Tac. Tic. – Eu também.
Eu sei que qualquer dia desses, tu irás me deixar. É doloroso. E inútil que eu tente prendê-lo. – É sufocante saber que eu irei perder aquilo que nunca foi meu. – Tu sabes com o que eu sonhei por todas as noites? Sonhei em lhe amar. Em lhe dar as mãos, trocar denguinhos, beijinhos, carinhos e dizer para o mundo: – Sim, é ele que me faz feliz.
Pois não posso. Eu não passo de qualquer coisa para ti. Eu sinto-me um objeto que às vezes atrapalha a tua vida. E dói-me saber que sou um fardo para aquilo que mais amo. – Eu sei que há algumas confusões presas em teu coração. E, aos poucos, eu descobri que eu não queria saber como elas são e nem por quem são, ou como são. Eu descobri que todo o seu mistério me assusta e me faz mal. Que todas as surpresas me deixam sem voz e que gritar não parece a solução. Eu compreendi que eu sou apenas mais uma em tua vida. Que todas as noites tu ligas para a outra. E que se não ligares, pensarás nela. – Entendi que é o mesmo teatro: uma música, palavras bonitas, sexo, eu te amo, e só se trocam os nomes. Tudo igual. Com todas que tu precisas conquistar.
No começo, eu achei que eu pudesse lidar com isto. Achava-me mais forte e descobri a minha fraqueza. Tu não passavas de qualquer menino que eu fingiria gostar de estar ao lado. As falcatruas não me importavam. Eu não queria saber de ti. – Tu eras apenas mais um.
Mas em alguma encruzilhada, eu tomei a estrada errada. Apaixonei-me. Despi-me de todo o medo e entreguei-me como se tu fosses o único que eu pudesse amar. E lhe amei.
Perdoa.
Eu queria que fosse verdadeiro.

I promise to look at the stars every night. While I'm alive. Every day of my life.

* * *

Cita-se:

“Se nunca nos vermos de novo, e você estiver por aí andando e sentir uma certa presença do seu lado. Isso vai ser eu, te amando, onde quer que eu esteja”. 
(My Sassy Girl)