domingo, março 04, 2012

MÃOS DADAS


O ser-humano por ser ser-humano, por ser pessoa, constrói costumes grosseiros aos olhos de Deus. Sentimentos contraditórios, quase incoerentes. Erramos com a vida, ferimos a nós mesmos. Como ser sozinho se nas mãos formaram-se dedos que entrelaçam mãos? Mãos dadas. Mãos dadas suporta sentimentos mútuos. Lealdade, cumplicidade, confiança, afeto... que se resumem em amor.
Poder dar a mão é demonstrar o quanto é agradável estar ao lado daquela pessoa. É ajudar a caminhar e indicar que se quer construir um caminho ao lado dela. É guiar diante da escuridão, é segurar diante do caos, é afagar a mão pedindo paciência.
Mãos dadas é um pedido de paz. É o homem indicando solidariedade. É o respeito entre raças diferentes. É a cordialidade representando a simpatia. É a união que constrói forças. É a oração dos beatos que derruba males. É o casal de namorados completando cinquenta anos de casados e, assim, de mãos dadas, terem passado juntos os importunos da vida.
São duas almas que se tornam uma só e, às vezes, várias almas que fazem uma corrente. É pegar a mão de outra pessoa e sentir a energia que brota de suas veias, sugar a sensibilidade, escutar o que há dentro, apertar a mão pedindo que não nos deixe nunca. Mãos dadas é, sobretudo, confiança.
É preciso coragem ao dar a sua mão. Por pedir ou por doar. Segurar outra mão exige fé e carinho. Não pode ser feito por se fazer. Há de haver honestidade nesse ato simples e, ao mesmo tempo, tão belo. Por isso, meu querido, a próxima vez que entrelaçar os dedos em outra mão, perceba que há algo muito doce naquele momento. E, por favor, honre a confiança de segurá-las.

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