quinta-feira, setembro 25, 2014

25 de 09



"See the way she walks 
Hear the way she talks 

You're put down in her book 
You're number 37, have a look 
She's going to smile to make you frown, what a clown 
Little boy, she's from the street 
Before you start, you're already beat 
She's gonna play you for a fool, yes it's true..."

FEMME FATALE, The Velvet Underground 'n Nico 

BABY, YOU'RE A RICH MAN

"E escrever sobre o quê em uma segunda de manhã? Ah, talvez eu possa discorrer sobre a bagunça. Tudo o que construímos está perdido por aí. Nem as músicas são as mesmas, quem dirá as pessoas! Quem poderia imaginar que o tempo realmente iria passar depressa? As estações são outras, primavera não é mais primavera. O verão é insuportável, ninguém mais vê o outono, e, o inverno... hunff, o inverno atormenta as nossas lembranças."



Ele ainda se senta no mesmo banco da praça quatorze, você sabia? Escuta aquela música esquecida pela tropicália e discorre poemas sobre a velha vida. Ele tem medo. Quando abre os olhos pela manhã, a cama está vazia, a televisão ligada no canal do telejornal e, todas as manhãs, tem a impressão de que a porta está se abrindo. Não está. Ele descobriu o que é a solidão. 

Ele pensa durante todas as refeições, que é quando tem descanso para se lembrar, nas mortes que enfrentou naqueles anos. Carrega o peso da culpa como se pudesse ter feito algo para que fosse diferente. Talvez, oh, talvez ele pudesse. Acho que aquelas pessoas morreriam da mesma forma, mas ele poderia ter se doado mais. Poderia ter feito uma ligação durante a noite, ter ido passar os domingos ao lado deles, ter segurado suas mãos enquanto estavam deitados naquela cama imunda de hospital. Ele poderia ter demonstrado como se sentia. 

O que anda acontecendo com todos nós? Estamos padecendo do medo de amar. Não queremos que, a multidão de pessoas que nos observam, confunda nossos sentimentos com fraqueza. Rapaz, sendo franco, temos medo de sermos chamados de viados. Quebramos tantas barreiras de preconceitos e, no entanto, nós mesmos nos mutilamos. Não acredito que seja apenas a prevenção para que não nos machuquemos, é receio do que as outras pessoas irão pensar. 

Você sabia? Ele pega o ônibus todas as manhãs, dois reais e vinte centavos na passagem, vai até o trabalho sentado naquele assento que está com o estofado rasgado e fica a pensar no que os vizinhos pensariam se ele largasse a faculdade, o emprego sonhado, a namorada tão cheia de graça e inteligência. Se pergunta insistentemente se ele está fazendo o que é certo. Quando o dia chega ao fim, tem a certeza de que fez o que era correto, mas continua descontente. Rapaz, com a sua idade, ninguém deveria manter-se insatisfeito. 

Não quis decepcionar as outras pessoas e decepcionou a si mesmo. Rapaz, eu lhe avisei: tudo nessa vida precisa de um equilíbrio. Não decepcione quem amas, mas não decepcione a si. Enquanto aos seus vizinhos, eles são pessoas que pensam saber tudo sobre você, porém não o conhecem. Não dê tanta importância assim. 

Ele sabia que precisara ter estado mais com eles. Não precisara seguir a profissão que eles tanto sonharam para o seu caminho, só precisara doar-lhes um pouquinho do seu amor. Um beijo na testa, um eu te amo às vezes, um abraço no natal... eles só desejavam o afeto daquela criança que eles cuidaram com tanta dedicação. Eles eram os seus pais. 

Do que adianta a saudade, rapaz? Pai e mãe só vivem uma vez. “Eles morreram”, pensou durante o jantar. “Eu não me despedi”, durante o almoço. “Sonhei com eles, outra vez”, durante o café. O mundo parecia andar ao contrário. Os ponteiros do relógio já não o obedeciam, e, de repente, estaria atrasado para o emprego. 

Aquela vidinha chata. Aquela trava de demonstrar o que sentia. O receio de que os amigos descobrissem que ele era sensível. O amor por uma prostituta e o namoro forjado com uma mocinha de família. Essa foi a vida que ele escolheu, você sabia? 

Ele nega, diz que escolheram por ele, que ele se perdeu. Ah! As drogas não irão justificar as suas ausências depois que tudo acabou. A vida era sua! “Dane-se o que pensam”, enquanto buscara a sua rota de fuga. No entanto tivera receio do que os vizinhos iriam contar para os seus pais. Vinte e tantos anos nas costas, rapazinho, e a mamãe ainda lhe prende pela barra da saia? Não, não estou debochando. Estou tendo pena. 

Pena, eu lhe disse por muitas vezes, é o pior sentimento que podemos sentir pelo outro. Ninguém precisa ter pena de você, ninguém vai lhe amar por pena. Serão poucas as pessoas que irão lhe estender a mão com compaixão quando estiveres caído. Você – rapaz – não causa pena em ninguém. Foram as suas trajetórias em rodovias escuras que lhe trouxeram até aqui. 

Jogue fora os seus remédios, desarme as suas barreiras, estude Matemática e não Direito, compre chinelos, trabalhe de bermudas, ande devagar, não pegue ônibus, vá de bicicleta. – Visite o túmulo dos seus pais. Não cometa o erro de amá-los menos do que eles merecem. – Não dê menos amor as pessoas que ainda estão aqui. Ligue. Mande cartas. Não espere por natais que acontecem uma vez por ano, mas passe domingos que ocorrem com mais frequência. Se desligue das pessoas que não irão te levar a algum lugar. Cerque a sua vida de coisas boas. Trabalhe no que lhe der vontade, ame seu trabalho, trabalhe seu amor. – Rapaz, você sabia que eu ainda sento no mesmo banco da praça quatorze?

segunda-feira, setembro 22, 2014

22 de 09


"Você sai e não explica, 
Onde vai e a gente fica,
Sem saber se vai voltar. 
(...) 

 Diz que é pra tomar cuidado, 
Sou um desajustado, 
E o que bem lhe agrada, meu bem.

"Mas fica, 
Mas fica, meu amor. 
Quem sabe um dia, 
Por descuido ou poesia, 
Você goste de ficar..."

FICA, CHICO BUARQUE

EU NASCI ASSIM

“Mesmo que não fosse dona de vários pares de sapatos, era grata por ter um par para calçar os pés. E, mais, era grata por ter pés para andar descalça.” 



Não terminou os estudos e nem falara mais de um idioma. A mãe só tivera dinheiro para as prestações do carro, casa e supermercado. O pai falecera há doze anos. Filha única, metida a revolucionária. Sentara no bar e criticara a política do país. Não vestira saias, não usara maquiagem, não cruzara as pernas para se sentar. Pouco lhe importara agradar ou não aos demais. Irreverente, cabeça dura, não soubera cozinhar e as gírias das suas orações me confundiam. O que eu vira naquela mulher? 

Temia ter que dar satisfações, pegara o carro e andara sozinha pela madrugada, parecia não ter medo de nada, mas tivera. Tivera medo de se envolver, de não ser amada como a mãe não foi, de ser “assim” para sempre. Tivera sede de mudanças, queria renovar-se a todo instante, não permanecia com as mesmas opiniões por muito tempo. Nunca vi em seus olhos a vontade de ser melhor do que as outras pessoas, apenas a vontade de ser melhor do que ela mesma. Talvez fosse isso – a voz cansada, o brilho nos olhos, o mistério de ser quem era. 

Ao mesmo tempo que era debochada, envergonhava-se em me fitar na multidão. Quando os olhos se encontravam, ficara vermelha, atrapalhava-se, perdia-se no acanho de demonstrar seus instintos. Não conheci ainda alguém que a tenha desvendado melhor do que eu, e, muitas vezes, ela não se revelou. O que queria aquela mulher? 

Parecia não se importar com o resto do mundo. Ali, sentada em seu silêncio, observara a festa e as pessoas como alguém que não compreendia. Mas o que me deixara intrigado, era que ela não tivera vontade em compreender. Era como se no mundo dela não houvesse lugar para muitas pessoas, não existiam endereços e aposto em poucas lembranças. Quem tentara entrar, perdera pedaços no caminho; quem não tentara, ficara a desejar suas esquisitices. 

Quem era aquela mulher inconstante, desapaixonada, que os olhos mantinham-se avermelhados e o sorriso era tão divertido? Ah! Zézim! Ela era tão bonita! Não porque pesara 53 kg, cabelos longos e pele limpa. Não. Era bonita porque era. Porque não tinha a forma das outras, porque não queria ser igual, porque rejeitara meus afetos e se parecia tanto comigo! (Suspiros). Porque o abraço apertado era tão confortável! Tão imenso! Tão doce! E eu o queria... Eu queria aquele abraço só para mim...

Por tantas vezes tive a ilusão de que ela também o queria, mas não, Zézim. Ela não tivera donos, meu amigo. Era do mundo, do mundo dela. Do jeito dela. Com aquelas esquisitices e ideias mirabolantes, ela era a mulher que me roubou encantos e foi embora sem se despedir. Num ateliê de sonhos e com duas passagens em mãos, ela me deixou por momentos de alegria. 

Então, eu me pergunto, quem é que troca um amor por momentos? Como alguém pode ser tão cruel e largar tudo para viajar, sem deixar notícias? Sem cartões-postais? Sem nem ao menos uma mensagem na caixa postal... 

Zézim, eu já sei. Vais me dizer: “acorda, rapaz bobo! Ela não te amara”. As pessoas simplesmente não se interessam tanto às vezes, não é? Elas não têm a intenção de nos conquistar, não almejam casar-se e ter filhos, querem, sei lá, viver uma vida sem esperas. Elas não calculam o mal que nos causam. Não foi intencional, certo? Foi sem querer que ela me machucou. Fui eu, na realidade, que me deixei levar. Que acreditei em palavras que não eram promessas, que criei realidades, que sonhei tão alto... 

Mas, Zézim, quando é que vai chegar a pessoa que vai tirá-la daqui de dentro? Preciso esquecê-la, preciso deixá-la para lá e percorrer novos trajetos. Quero viver, amigo. Quero ser livre desses sentimentos ruins e manter-me leve. Quero ser ela. Quero ser aquela mulher que todos desejam, sem conhecê-la e que, nem eu, que convivi por vinte anos, a conheci. 

Quero voltar a ter quinze anos, Zézim. Quero rejeitar essa cobrança com espelhos e quero deixar meu amor ir, sem lágrimas. Quero ser forte como falam que aquela mulher é. – Zézim, eu quero sê-la. – E quero que, ao completar meu desejo, ela tenha orgulho de mim. Eu sei, Zézim... Eu sei... Sou menino bobo. Quem se importa com quem partiu o seu coração? É que, não sei, meu amigo. Eu acredito que um dia, cara-a-cara, ela resolva ficar. Por descuido ou poesia, ela talvez permaneça.

quinta-feira, setembro 18, 2014

18 de 09

45 lições que a vida ensinou 
Para compreensão da publicação anterior.

Escrito por Regina Brett, publicada na coluna do The Plain Dealer, Cleveland, Ohio, na celebração de seu 90º aniversário. 

"1. A vida não é justa, mas ainda é boa. 
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno . 
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém. 
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato. 
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito. 
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar. 
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho. 
8. Pode ficar bravo com Deus. Ele suporta isso. 
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário. 
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir. 
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente. 
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora. 
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles. 
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca. 
16. Respire fundo. Isso acalma a mente. 
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte. 
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais. 
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta. 
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro. 
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.. 
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?' 
27. Sempre escolha a vida. 
28. Perdoe tudo de todo mundo. 
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta. 
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.. 
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará. 
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso. 
33. Acredite em milagres. 
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez. 
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora. 
36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem. 
37. Suas crianças têm apenas uma infância. 
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou. 
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares. 
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta. 
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa. 
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça. 
44. Produza! 
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.”

EU PREFIRO SER...

“Fitou-me cuidadosamente e proferiu: “Rapaz, rapaz. Mente vazia é oficina da tentação. O homem que não trabalha, não se cria, continua sendo menino. O tempo livre quando nos é muito, nos atormenta em ciúmes, em vaidades, em luxúrias. É necessário muito caráter e força para resistir as tentações quando não ocupamos a nossa mente. Ocupa-se. Trabalhe muito. Trabalhe até sentir-se cansado. Nós, os velhos, sabemos que a mente que se mantém ocupada, padece com maior lentidão.”.”. 



Uma das mais brilhantes coisas que já li, foram as 45 lições escritas por Regina Brett, publicada na coluna do The Plain Dealer, na celebração do seu 90º aniversário. É claro que foram as 45 enumerações que ela viveu, e muito provavelmente, quando atingir esta idade, faça uma lista diferente. No entanto, o que me fascina em suas preleções é um item polêmico: “pode ficar bravo com Deus. Ele supera isso”. Sim! Você pode! Você pode às vezes desconfiar da sua crença, seja lá como Deus for verdadeiramente em imagem e maneiras, Ele aguenta e entende. 

O ser humano entende uma parcela da vida quando aceita que não é especial. Todos estamos sujeitos ao sofrimento e são justamente essas fases de difícil superação que nos faz sermos quem somos. Temos que passar essa etapa de perder tudo, inclusive a fé, para nos reerguermos. Temos que desafiar ao máximo a nossa força para podermos compreender que, sim, tudo passará. São poucas as frases mais inteligentes do que “nada é para sempre”. Porque nada, nem o nosso corpo, dura intacto e perfeito durante toda a vida, e, um dia, ele perde o que chamamos de vida. 

Quando tudo desaba, nós caímos na tentação de nos questionarmos: “Por que isso aconteceu comigo?”. Por quê, se eu sempre fui tão honesto, se não faço mal a ninguém, se vou a igreja todos os domingos pela manhã? Não há motivos. Temos que aprender a aceitar a maneira com que as nossas vidas caminham. Se procurarmos por aí, há uma imensidão de pessoas que também perderam filhos, casas, sofreram enfermidades, e, continuam sendo pessoas boas, integras e que não eram merecedoras de tanto sofrimento. Repito: Não somos especiais, todos estamos sujeitos aos acontecimentos trágicos e só entenderemos uma parcela da vida quando aceitarmos isso e conseguirmos continuar [sobre]vivendo. 

Meu pai, homem de tremenda e admirável força, que me criou para tomar decisões importantes e sentar à mesa dos negócios para intermediar qualquer trabalho como uma grande negociação, disse-me, certa vez, que nós devemos impor um prazo para a nossa recuperação após uma queda. 48 horas. “Tu tens 48 horas para sofrer, depois disso tens que respirar fundo, levantar a cabeça e se reconstruir. São 48 horas porque tu és jovens, para mim, me dou oito.”. 

 Foi meu pai que me ensinou a não remoer o passado, a não ficar me perguntando os motivos, mas a aprender como o tempo é urgente. Não existe destinos, não haverá “deixa ser o que for”, quando nos dermos conta, a vida já foi, as pessoas já foram, e, nós, continuamos aqui. Não se pode esperar que o tempo arrume a bagunça e coloque as coisas no lugar, somos nós que comandamos a nossa vida. A única coisa que podemos fazer é tomar uma atitude nesse momento para que aquela pessoa fique, aquele trabalho dê certo, aquele livro seja lido. 

Nem a Bíblia nos promete destinos, quem dirá livros de auto ajuda. Ah! A Sagrada Bíblia! O livro mais importante já escrito, você acreditando nele, ou, mesmo tendo fé de que foi a invenção para controlar toda a humanidade, para nos colocar medo. Encontro pessoas por aí que se dizem ateus e nunca abriram o livro sagrado. Se não conheces, como não acreditas? É talvez a maior ignorância do ser humano não acreditar em algo, mesmo que as crenças sejam distintas, é importante ter fé para sobreviver. 

É importante acreditar que o que eu faço hoje é reflexo do amanhã. São esses ditados, essas balelas que todos falam, que devem ser analisadas. Por exemplo, “eu não me arrependo de nada”. Se não te arrependes, então tu nunca erras? O não errar é um grande erro. Todos erramos. E apenas quando há o arrependimento é que há o aprendizado. O erro é válido, meu amigo. Arrepender-se é mais. 

Me arrependo de não ter aproveitado mais aquele amigo que hoje faz tanta falta, de ter sido tão dura com as pessoas e comigo mesma, de me preocupar severamente se iria decepcionar aos outros e, assim, decepcionar a mim mesma. São com esses tapas na cara que estou aprendendo a ser mais leve, a domar minhas vontades e a fazê-las, a respeitar ao outro e a mim. Porque o egoísmo demasiado é horrível, mas a falta dele é intolerável. – Sem esperas, sem destinos, errando... amando... sobreviva! 

Porque, talvez, aquela velha opinião não fosse tão errada assim...