terça-feira, julho 25, 2017

TROUXE A ALIANÇA?

O amor cativou as nossas vidas durante anos. Vivenciamos experiências de ingênua doçura e enfrentamos o ardor do cotidiano. Nós construímos uma relação forte o bastante para derrubar todas as barreiras que as tempestades do dia-a-dia trouxeram. Enamorados, amados. Nós fizemos bonito o nosso amor.



Quantas pessoas podem encher a boca e dizer que viveram um amor extraordinário? Um amor daqueles amores que têm trilha sonora, filme favorito e troca de segredos. Casais que enchem taças de vinho, colocam uma boa música para tocar e dançam enquanto aguardam a comida que eles cozinharam. Namorados que dividem boas gargalhadas e companheiros que compartilham as tristezas diárias dessa vida tão urgente. Quantas? Quantas pessoas podem encher as suas bocas e garantir uma relação assim?

Companheiros que compreendem as fraquezas do outro e tentam encorajá-lo sem, contudo, passar-lhe a mão sobre a cabeça. Ah! A doce e fria arte de contar a verdade! Eis aqui um desafio aos enamorados: sentar e confidenciar tudo o que se passa dentro de nós. Apontar que o outro está errando sobre o seu projeto profissional, desabafar que se chateou quando o outro esqueceu de telefonar, suportar a raiva do outro e contar aquilo que você sabe que ele não gostará de escutar. Relacionamentos maduros exigem o derradeiro diálogo da franqueza.

Diálogos, aliás, eu tenho insistido que é uma das formas mais consistentes de se manter um relacionamento saudável. Conversar, conversar e conversar. Os casais precisam trocar informações sobre o dia que passaram, os acontecimentos no trabalho e os seus planos para o futuro. Querido leitor, anote: se você quer manter um relacionamento harmonioso com o seu bem-amado, vocês precisarão conversar.

E não só conversar, é necessário declarar-se! Declarem-se! Recitem poemas, mandem flores, ofereçam músicas, façam surpresas, dediquem-se a alegrar a vida de seus companheiros. Exteriorizar o que sentimos é fundamental para que o outro se sinta amado. Nesse ponto, gostaria de lembrar algo: existem muitos relacionamentos por aí que não são bonitos, mornos e sem afeto tornaram-se vítimas do comodismo. Por isso, faça bonito o seu amor. Faça bonito!

Lute por aquele amor que ainda lhe arranca suspiros. Mereça-o como nenhum outro mereceu. E o cultive. Falo isso porque as pessoas, muitas delas, após conquistarem o que tanto almejaram, param por ali. O amor vai se esvairando... perde-se no cotidiano... aconchega-se na rotina... e todo o romantismo torna-se história para contar aos netos.

Por falar em netos, aproximando-se do assunto que tanto atormenta os jovens, gostaria de lhe perguntar sobre o futuro. Há um momento, um desses momentos em que nós passamos dias a refletir, em que os enamorados se questionam. Tem uma fase da relação que nós já atravessamos o namoro e nos conhecemos infinitamente bem, faltando apenas o próximo passo.

"Não podemos voltar atrás e não podemos continuar como estamos. Nós não nos apresentaremos como namorados para sempre". Eles começam a pensar em filhos, adotam um animal de estimação, planejam comprar um terreno e construir uma casinha... A hora de escolher viver o resto da vida com o seu bem-amado ou respirar fundo e seguir sem ele.

Porque, depois de um tempo, a maturidade faz com que as pessoas necessitem de mais do que apenas uma relação. Nós almejamos dividir cada espacinho de nossas vidas com o outro, agora e para sempre, e queremos a promessa do outro de que isso irá acontecer. Mais que isso, nós queremos as alianças.

Casamento, seja ele assinado em cartório ou não, é um ato de extrema seriedade. Conta bancária conjunta, construir família, andar de mãos dadas e ir ao supermercado juntos... Por toda a nossa vida. – Por isso, meu amor, espero que você deite a sua cabeça sobre o seu travesseiro que ainda tem o meu perfume e respire. Você tem certeza que eu sou a mulher que você escolheu para passar o resto dos seus dias?

O amor, meu rapaz, nem sempre é o suficiente.

Pois já fazem tantos anos...
Tantas primaveras...
Tantos sabores e dissabores...

Chegou a hora de perguntar: Você aceita se casar comigo?